Subscribe:

Redes Sociais

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrando postagens com marcador fechamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fechamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Catadores de Gramacho já podem abrir conta para receber indenização


A Caixa Econômica  Federal iniciou na manhã desta quarta-feira (02/05) a abertura de contas para os 1.603 trabalhadores do aterro sanitário de Gramacho que serão beneficiados com R$ 21 milhões do Fundo de Participação dos Catadores de Gramacho. O posto de atendimento instalado pelo banco no próprio aterro (Av. Monte Castelo nº 1.760 – Jardim Gramacho – Duque de Caxias - RJ). O espaço foi cedido pela empresa Novo Gramacho EnergiaAmbiental S/A.
A etapa de abertura de contas prossegue até 15 de maio, das 10h às 16h. A previsão da Caixa é que 165 pessoas sejam atedidas diariamente. 
Este recurso é uma das contrapartidas previstas no contrato de concessão da empresa Novo Gramacho para explorar o gás metano produzido no aterro. O valor será antecipado aos catadores em cota única pela Prefeitura do Rio, que receberá o reembolso da empresa em 15 parcelas anuais. A quantia tem por objetivo ajudar a inclusão dos catadores cadastrados em atividades alternativas ao trabalho que vinham realizando em Gramacho. 
A lista com os 1603 nomes que serão contemplados pelo Fundo de Participação dos Catadores de Gramacho foi entregue no dia 26 de maio pelo presidente do Conselho de Lideranças de Gramacho, Tião Santos, para aprovação na segunda reunião do conselhogestor do fundo, que contou com a participação do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc. 
Exemplo para outros estados
Minc que vem ajudando a articular, desde o início do ano passado, alternativas de trabalho e renda para os catadores do aterro controlado de Gramacho, a definição dos cotistas do fundo de apoio é um avanço: 
- Essa experiência traçou um novo paradigma. Vamos erradicar todos os lixões do estado até 2014, e ela servirá de exemplo. 
Minc disse ainda que o gás metano, captado em Gramacho, passará a ser fornecido para a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) em maio. Dos recursos obtidos com a venda do gás metano, 18% serão destinados à recuperação ambiental do bairro de Jardim Gramacho. 
- A ideia é transformar em algo sustentável um caso de agressão, humilhação e degradação humana e ambiental. Em breve, anunciaremos a instalação do polo de reciclagem, com moinho de PET, caminhão e compactadores, outra demanda dos catadores da região, disse o secretário.
Para abertura de conta, o trabalhador precisa apresentar os seguintes documentos:
- Documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira de Habilitação, Carteira de Trabalho, Certificado de Reservista)
- CPF
- Comprovante de Residência (Luz, Água, Telefone dos últimos 2 meses)
Os documentos originais devem ser apresentados juntamente com as cópias, ambos em bom estado de conservação e estando os originais dentro de sua validade.
A entrega do cartão eletrônico ao trabalhador será realizada posteriormente, após o crédito dos valores relativos à indenização. O prazo de entrega do cartão é de até 10 dias úteis contados da data da solicitação.
Fonte: JB

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fim do maior lixão da América Latina preocupa catadores

O fechamento do maior lixão da América Latina deixará sem trabalho cerca de 1,2 mil pessoas que vivem de vender o material de valor que encontram entre as 8,4 mil t de resíduos que são geradas diariamente no Rio de Janeiro. O despejo de Jardim Gramacho ocupa uma enorme área no município de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio, e se encontra às margens da baía da Guanabara, uma paisagem ecológica inigualável que contrasta com as montanhas de lixo que todos os dias são depositadas no lugar por dezenas de caminhões.
Inaugurado em 1976, durante o regime militar que governou o Brasil de 1964 a 1985, esse aterro sanitário provocou um alto impacto ambiental pela decomposição do lixo, que gera gás metano, um dos responsáveis pelo aquecimento global. Grande quantidade dos resíduos gerados no Rio e em vários municípios vizinhos termina ali, chegando em caminhões que derramam no solo os detritos que ao cair exalam um cheio desagradável e atraem uma infinidade de moscas e abutres.
Antes, 70% do lixo do Rio de Janeiro chegava a Jardim Gramacho, mas desde que em 2011 foi aberto o Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, a 75 km da capital fluminense, a quantidade foi se reduzindo. Atualmente, cerca 2 mil t de lixo são despejadas nesse aterro sanitário todos os dias, ou seja, 25% do que recebia alguns anos atrás, segundo dados da prefeitura.
Da coleta e posterior venda de metal, papel, papelão e plático vivem os catadores, que junto a suas famílias passam o dia entre enormes pilhas de lixo. As levas de caminhões carregados de resíduos não param de chagar nas 24 horas do dia, enquanto os catadores têm turnos de dia e à noite e os abutres não deixam de sobrevoar a zona em nenhum momento.
Um trabalhador explicou à Agência Efe que por 1 kg de cobre, o material mais procurado, é possível obter até R$ 9, enquanto 1 kg de alumínio vale R$ 2 e 1 kg de plástico, apenas R$ 1. Celso Melquits, que trabalha no Jardim Gramacho há 18 anos, conta que houve uma época na qual podia ganhar mais dinheiro que um professor, e não os R$ 6 por dia que consegue agora. "Se você se movimentasse bem, podia tirar até US$ 150 por dia; agora não se alcança mais que o suficiente para o aluguel, um café e uma empada", disse Melquits.
A alguns passos dele, Elaine, 24 anos, usa um chapéu e luvas de plástico para não sujar seu cabelo nem estragar o esmalte de suas unhas. A jovem está terminando seus estudos e pretende ser cabeleireira, mas enquanto isso trabalha no lixão para se sustentar.
Desde que a prefeitura e o governo do Estado decidiram que fechariam o lugar, os catadores passaram a negociar com as autoridades para tentar obter uma indenização. A maioria dos trabalhadores do aterro sanitário trabalha no local há mais de 15 anos e teme não encontrar um novo modo de sobrevivência, e por isso reivindicam que as autoridades não os esqueçam sem uma compensação.
Outros pensam que o Estado veio para ajudá-los, como Ivan, que trabalha há 20 anos no Jardim Gramacho e pensa em usar o dinheiro que receberá para abrir um negócio em cooperativa com outros companheiros. "Necessitamos esse dinheiro para empreender algum negócio ou para sobreviver até que encontremos um novo trabalho", diz Juliano, 36 anos, que trabalha no despejo desde que chegou de São Paulo, quando tinha apenas 14. Ele acredita que os catadores merecem receber essa ajuda das autoridades e ameaça empreender uma revolta se isso não acontecer, embora reconheça que prefere uma solução pacífica.
Outro caso é o de uma mulher chamada Angélica, que assegura querer ganhar a vida dignamente e por isso vai ao aterro sanitário todos os dias desde 1994. "Não quero ter de pedir nem roubar, não tenho estudo e esta é minha única fonte de vida", explica.
O fechamento definitivo do despejo estava previsto para este mês, mas a prefeitura o adiou para maio perante a falta de um acordo com os trabalhadores que vivem de reciclar o lixo, que se associaram há menos de dois anos e que em conjunto receberão cerca de R$ 21 milhões como indenização.
Fonte: Terra

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fechamento do aterro de Jardim Gramacho é adiado para maio

Catadores pedem definição de pagamento de verba.


O fechamento do aterro sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, e estava marcado para a próxima segunda-feira (23), será adiado para o mês de maio, ainda sem data definida. A informação foi divulgada no fim da tarde desta segunda
-feira (16), após uma reunião entre representantes dos catadores, o prefeito Eduardo Paes e o ministro Gilberto Carvalho,da secretaria-geral da presidência.
“Eduardo Paes se comprometeu a fechar o aterro somente no dia em que o último catador receber o dinheiro do fundo que tem direito”, disse Tião Santos, líder dos catadores, que também participou da reunião.
No encontro ficou definido que prefeitura vai pagar em parcela única os recursos do Fundo dos Catadores, que originalmente seriam pagos ao longo de 14 anos, em parcelas anuais de R$1,5 milhão. Também ficou acertado que os representantes dos catadores têm até o dia 25 para informar à Comlurb a relação de catadores que receberão os recursos e até o dia 30 eles precisam abrir uma conta individual na Caixa Econômica Federal, para o recebimento da parcela única, que deverá depositada ainda no mês de maio.

Conselho

Também nesta segunda-feira, a Secretaria Estadual de Ambiente anunciou a criação de um conselho gestor para a administrar os recursos financeiros que serão repassados aos catadores do aterro de Gramacho. Um grupo de 11 pessoas vai definir quem serão os beneficiários e ainda de que forma será repassada a verba que a Caixa Econômica Federal vai repassar aos catadores.
Cinco representantes dos catadores farão parte deste conselho, dentre eles o presidente da Associação do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho, Tião Santos, que também será o presidente do novo grupo. De acordo com o secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, nesta terça-feira (17) haverá a primeira reunião do conselho.
Segundo o secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, existe uma previsão da prefeitura com a concessionária que administra o Aterro de Gramacho de gerar recursos para um fundo dos catadores, no valor de R$ 1,5 milhão por ano, por 15 anos. No entanto, o fundo ainda não foi montado pelos catadores e, por isso, a prefeitura criou as bolsas nesse primeiro momento.
Ainda de acordo com o secretário, será firmado um convênio com o governo do estado para que a bolsa seja paga nos mesmos moldes de uma Bolsa Família. “Cada catador receberá, individualmente, o benefício, durante 6 meses. Para que a gente possa cobrir essa ponte, entre o fechamento de Gramacho e a recepção do fundo definitivo”, explicou Osório, ressaltando que o fundo foi planejado para ser uma ponte de preparação e qualificação dos catadores para uma nova vida.
A determinação da prefeitura, segundo Osório, é que os recursos sejam liberados pela Comlurb imediatamente, já a partir do mês de maio.